sábado, 3 de dezembro de 2011

Não costumo postar histórias, mas essa merece que você leia...




Essa história é um sonho que eu tive a algum tempo. E, na verdade, esse sonho tem se tornado parte de mim, parte da pessoa que eu sou. Foi o sonho mais lindo que eu já tive em toda minha vida, espero que vocês pensem o mesmo.

A data, as horas e o nome da cidade não importam. Tudo começou no finalzinho da tarde… Quando o sol estava se pondo.

— Ei, tá sabendo do aniversário da Rebeca, né?

— Não… eu não fui convidado.

— Ah, que tenso. Enfim, será na semana que vem, talvez você consiga um convite! Boa sorte. [cumprimenta e vai embora]

Felipe não tinha sido convidado porque ela não o conhecia. Mas, mesmo não o conhecendo, ele a observava todos os dias, e ela sempre fora o seu sonho. Ele pensou que se sentasse mais próximo de Rebeca no almoço ela o notaria, mas não deu certo. Mesmo assim, ele não desistiu.

No outro dia, de manhã, ele tentou conversar com uma das amigas de Rebeca, e quando Sara ficou mais vulnerável ele aproveitou a chance.

— Sara, eu preciso da sua ajuda.

— Quem é você mocinho?

— Meu nome é Felipe, e eu sempre fui apaixonado por Rebeca. Eu sei cada detalhe dela, sei o dia quando seus cabelos estão mais ondulados, sei o dia que os olhos dela ficam mais claros, e quando ela sente frio as mãos dela soam.

— Meu Deus, você sabe de tudo mesmo!?!? Como assim Rebeca nunca te notou? Enfim, o que você precisa?

— Quero fazer uma homenagem no aniversário dela. E preciso de mais cinco amigas dela pra que isso dê certo.

— Vou dar um jeitinho.

Felipe saiu, esperançoso, tudo estava dando certo. E ele se encontrou com as amigas de Rebeca, bem escondido, e o combinado deu certo. A homenagem de Felipe ia acontecer. Mas a questão seria a reação de Rebeca.

Chegou o dia da festa, estavam todos os familiares, convidados, amigos, etc. Tudo estava muito lindo, principalmente o vestido de Rebeca. E então suas seis amigas começaram a sua homenagem, e cada uma tinha um pedaço de papel, e as seis formavam o nome de Rebeca. (R-E-B-E-C-A)

Quando a última amiga terminou a sua fala, todas elas viraram os seus pedaços de papel, e formou a seguinte frase:

“VOCÊ-QUER-NAM-ORAR-COMI-GO” Sem a interrogação. Rebeca se assustou, perguntou a elas: “Como assim? Namorar com quem meninas?”

Foi quando Felipe se levantou, ele estava ali por perto, meio escondido, se posicionou ao lado da frase, arrancou um papelzinho meio amassado dentro de seu blazer e o abriu. E no papel tinha uma interrogação enorme desenhada. E ele começou a dizer:

— Eu sempre sonhei em ser o seu menino. Quando era mais novo, deixei meu lápis cair de propósito embaixo da sua carteira, só pra eu ir buscar e você ver que eu tinha penteado o cabelo e estava todo cheirosinho. Todos esses anos se passaram e o meu sentimento por você só tem aumentado. Te vejo todos os dias na escola e imploro a mim mesmo que vá falar contigo, e mesmo assim nunca consegui. Vocêsempre foi o amor da minha vida, e eu acredito que se alguém quer cuidar de uma pessoa, que esse alguém seja especial, que esse alguém a ame de todo coração. Eu te amo de todo coração. Quer namorar comigo?

Rebeca ficou sem reação. Ela não sabia se sorria ou se chorava, logo acabou fazendo os dois simultaneamente. Ele tocou seus lábios com seu dedo indicador e disse: “Não fale uma simples palavra, apenas dance comigo.” E enquanto dançavam, ele sacou de seu bolso uma aliança e a entregou.

Aquela noite marcou a vida de duas pessoas. Aquele sonho se tornou realidade. E hoje não é mais um sonho, é um conto de fadas de verdade. Faça o seu conto de fadas se tornar realidade. — Matheus Ovando

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